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Abençoados sejam todos!

3 de jun de 2011

A Rainha Cleópatra

(acredito que o texto seja da Rosane Volpatto)

Cleópatra, a sétima rainha ptolemaica desse nome, tinha cerca de 18 anos de idade em 51 a.C, quando subiu ao trono que partilhava com seu irmão Ptlomeu XIII (tinha 9 anos de idade) que, de acordo com o costume egípcio era também seu marido. Já então Roma estava intervindo com frequência na política do Egito ptolemaico e os pretendentes ao trono procuravam a aprovação romana. Cleópatra queria reinar sozinha, mas os aliados de seu irmão se opuseram a ela e a expulsaram do reino. Indo refugiar-se na Síria, conheceu Júlio César, membro do Segundo Triunvirato Romano. Cleópatra estava disposta a conquista-lo, para com suas tropas lhe ajudaria a recuperar o trono do Egito.
Segundo conta a lenda, para conquistar César, ela se enrolou em um tapete, que o fez chegar até ele como presente. Quando ela saiu lá de dentro, o romano ficou maravilhado diante de tanta beleza e graça.
Cleópatra era uma mulher extraordinária e pouco comum. Era possuidora de uma beleza deslumbrante, acompanhada de um encanto pessoal e muita sensualidade. Enquanto alguns lhe atribuem inteligência, cultura e poder, também é descrita como uma mulher astuta, ambiciosa, manipuladora e algumas vezes, perversa. Em outras ocasiões apresentava-se como uma mulher fatal, amiga das orgias e liberta para o prazer. Com tantos atributos, Cleópatra era considerada a rainha exótica por excelência, em função de sua origem oriental.
Apesar de César estar perdido de amores por Cleópatra, decide voltar a Roma, mas deixa a mulher amada grávida de um filho que se chamaria Cesárion. Mãe e filho partem para Roma, onde Cleópatra é recebida como uma rainha, mas para os romanos ela não era mais do que uma amante de César. Esta viagem, independente de outros valores, nos revela o interesse por conhecer os costumes romanos e inclusive o desejo de uma oriental por ocidentalizar-se. Cleópatra permaneceu uma no e meio em Roma, em uma cidade que não podia se comparar com a bela Alexandria. A rainha estava protegida por César, mas tinha a esperança de alcançar uma união legal, o que nunca aconteceu.
A morte dê César, com 56 anos, truncou os planos, mais políticos que pessoais de Cleópatra. Não só o assassinato, mas também o conhecimento do testamento de César, em que tornara seu único herdeiro Otávio, filho de uma sobrinha-neta por parte de sua irmã, fizeram compreender a rainha que momentaneamente deveria renunciar ao seu sonho. Sua vida e de seu filho corriam perigo e logo retornou ao Egito, esperando o desenrolar de novos acontecimentos.
Cleópatra, de volta ao Egito, sabia que ela não poderia manter a unidade de seu reino contra a invasão dos romanos e que seria necessária uma outra aliança para que não fosse atacada. Decidiu então conquistar Marco Antônio, outro membro do Triunvirato que governava a República Romana. Contam que para conquistá-lo, preparou uma grande festa em sua honra, onde não faltaram presentes, belas mulheres e onde se utilizou de todos os seus encantos para seduzi-lo. Marco Antônio não pode resistir à Cleópatra e durante um ano viveram em festa permanente. Em Alexandria, acabou permanecendo mais tempo do que deveria, impregnado com o ambiente helenístico da cidade, abandonando temporariamente a causa do Oriente, onde supostamente teria sido enviado para preparar uni ataque contra a Pérsia.
Quando retornou a Roma, Marco Antônio teve que explicar sua atitude no Egito, pois era casado com a irmã de Otávio. O amor fatal de Marco Antônio foi explorado por Otávio que, indignado por seu comportamento, conseguiu colocar o senado contra ele. Daí iniciou-se a guerra contra Cleópatra. As duas frentes se enfrentaram na batalha naval de Áccio. Sabe-se da derrota egípcia. Foi então que Marco Antônio com seus desejos derrotados, suicidou-se com uma espada. E Cleópatra antes de ser prisioneira de Roma o que seria constrangedor demais para ela, fez o mesmo. Segundo a lenda, ela fez com que uma víbora picasse o peito, mais como vários outros fatos esse não foi comprovado. Cleópatra morreu aos 39 anos, assim sendo a última soberana do Egito Antigo.

O MITO DA MULHER DE PODER

Sem sombra de dúvida, Cleópatra jamais foi esta mulher tão hostilizada pela literatura greco-romana. Ela é, antes de tudo, uma personagem que tem despertado o interesse de um grande número de historiadores e o que sabe-se hoje, é que a imagem fornecida pela literatura antiga está impregnada de conceitos equivocados, nos forçando a encarar Cleópatra como urna governante ambiciosa e uma mulher desprovida de sentimentos que utiliza sua sexualidade para alcançar objetivos maiores. Realmente, esta rainha estava dotada do encanto próprio de toda e mulher, que se utilizando de um cérebro masculino, aspirava pelo poder.

A superioridade do Ocidente frente ao Oriente, somada à oposição do masculino pelo feminino foram os elementos que desencadearam a luta entre Cleópatra e o romano Otávio.
Graças a recentes publicações, nos foi possível conhecer um pouco mais da Rainha Cleópatra. É hoje, de nosso conhecimento, o seu paralelo papel de mãe, sempre preocupada com o futuro de seus filhos. Os alguns episódios da vida desta mulher que nasceu no ano de 69 a.C. e morreu em 30 a.C., nos permite contemplar uma rainha que refletia e calculava detidamente todas as suas decisões, tendo sempre em conta os interesses do seu reino e de seus filhos. A opção pelo suicídio é prova cabal destes fatos. Cleópatra lutou até o fim para preservar a independência de seu reino e se equivocou ao pensar que poderia derrotar Roma. Asua enorme popularidade não só no Egito, revelam que efetivamente ela havia sido uma extraordinária mulher e uma rainha-regente muito competente. Sua memória foi honrada através dos séculos pelos egípcios, porque eles sempre entenderam as atitudes e comportamento desta mulher que antes de tudo, queria reinar um Estado livre, sem a presença romana.

CLEÓPATRAS ATUAIS

Este filme é bastante repetitivo e atual. Hoje, mais do que nunca, encontramos mulheres que conseguiram posições executivas, gerenciais e profissionais, com todos os poderes e responsabilidades que isso acarreta. Seus problemas, portanto, são de mulheres importantes e, as soluções que darão a eles serão diferentes das dos homens, porque são intrinsecamente diferente deles. Biologicamente, as mulheres são diferentes em estrutura e potencialidade. Psicologicamente, os valores femininos tendem a ser ordenados de forma diferente, de forma que suas prioridades podem não se alinhar da maneira como os homens fazem. As escolhas das mulheres são estruturadas em grande parte por relacionamentos. Ao contrário, os relacionamentos entre homens tendem a ser estruturados largamente pelas escolhas que fazem.
Parece que os conflitos psíquicos mais profundos surgem quando se vive de uma forma fortemente unilateral, voltado para a identidade ou para o relacionamento. A mulher bem-sucedida no mundo masculino e que também tem conseguido manter um lar com filhos e marido, está começando a entender o preço demasiado caro que lhe é cobrado para estabelecer sua identidade. Tem sido mais difícil para ela do que jamais pensara que fosse, pois teve que fazer tudo o que os homens fazem e mais, porque ainda carrega a responsabilidade primária de cuidar da família.
Esta mulher sofre com a recusa ou impossibilidade de conviver com ela mesma. Acaba oscilando entre o desespero e a culpa: desespero de saber que nunca poderá estar completamente segura em um mundo de valores patriarcais; culpa, porque mesmo que consiga o reconhecimento neste mundo, uma parte muito importante de seu ser, seu Eros, terá que ser sacrificada no processo. A posição de um ego voltado para objetivos da identidade, reconhecimento e poder dá margem a uma sombra, uma contraparte inconsciente inferior que recusa significado e reprime o sentimento. A mulher nesta posição pode facilmente ser dominada pelos valores patriarcais ao seu redor. Ela poderá então, se tornar ausente em relação ao filho ou marido; uma mulher fria e distante. Por dentro, entretanto, ela é um caldeirão de contradições. O lado feminino, que em sua totalidade baseia-se na função maternal, será vista por esta mulher como uma ameaça à sua identidade.E, deste modo, a mulher fica dividida entre estes dois conjuntos opostos, que acredita que a sociedade impõe à ela. Mas será mesmo que a sociedade impôs isso?
Não podemos negar que em grande parte somos condicionados pela sociedade. Nossos condicionamentos começam quando nascemos, quando começamos a perceber as expectativas de nossa mãe e depois do mundo inteiro. Mesmo assim, se pudermos acreditar que somos algo mais do que condicionamento, que viemos para este mundo com padrões arquetípicos impressos, então, diante de tudo que nos é oferecido, teremos alguma escolha quanto aos padrões que vamos ultrapassar, quais aceitar e quais recusar.
Pode uma sociedade livre impor alguma coisa a alguém se a pessoa não concorda tacitamente com isso? Quando se percebe que nos foi ensinado a seguir a multidão sem querer pensar, podemos descobrir que afinal de contas ainda temos alguma escolha.

RITUAL DE ENSAIO PARA A MORTE

Sabemos que a vida neste corpo e nesta terra é curta. À medida que envelhecemos, nos tornamos mais conscientes desse simples fato. A vida acabará em breve. Já não nos sobra muito tempo dela, talvez mais vinte anos, talvez apenas mais dez, talvez haja apenas amanhã. Será que então passaremos esses poucos dias preciosos oscilando para frente e para trás entre a culpa de termos sido insuficientemente amorosas e a vergonha de não termos conseguido tudo que éramos capazes de conseguir? Será que desperdiçaremos esse tempo precioso desejando que fossemos melhores em uma coisa ou em outra?
Acho que o que necessitamos é ensaiar o último ato do nosso drama terreno, que é o único sobre o qual se tem certeza e para o qual estamos menos preparadas. Estou falando do ato de morrer. Pois vamos então ao nosso ritual.
Escolha um lugar agradável, de preferência ao ar livre ou que você possa observar o céu.
Sente-se com a coluna ereta, se preferir pode deitar-se. Mantenha os olhos fechados e esvazie sua mente. Inicie a respiração abdominal, procure encher completamente a barriga e os pulmões. Inspire pelas narinas e expire o ar pelos lábios entreabertos. Vá aumentando a intensidade respiratória por pelo menos 6 vezes.
Imgine-se agora em seu leito de morte. Sinta a vida escoando-se lentamente. Só há uma coisa para você fazer agora: deixar-se ir. Deixe as tarefas e preocupações deste mundo se esvaírem. Deixe sua própria identidade se esvaziar. Deixe tudo, sua casa, suas posses, seus sentimentos, seus pensamentos. Deixe-se levar. Você começará a se sentir mais leve. Perderá toda a carga pesada que estava levando e flutuará no espaço. Você está saindo de seu corpo, está morrendo. Você perceberá o quanto tudo é temporal quando encara a morte.
Caminhe livremente pelo espaço e tente encontrar a entrada de uma caverna, quando achá-la entre nela. Como se fosse a ponta de um aspirador o buraco negro que a(o) sugará para baixo, deixe-se cair sem medo. Pense que você está deslizando em um escorregador. No fim do túnel haverá uma luz muito forte. Tente ficar em pé e aguarde que alguém virá buscá-la (o). Quando isto acontecer, é importante avisar que você ali se encontra para uma rápida visita.
Peça então para conversar com um Mestre. Quando ele surgir, observe sua aparência, a forma com que surge, os mínimos detalhes. Conserve com o Mestre e peça-lhe o que for necessário para compreender este momento. Entregue-se a esta sensação, registre as imagens e palavras e guarde tudo em seu coração. Se Ele lhe oferecer para dar um passeio, não recuse a oferta, não tenha medo, pois você verá o que lhe for permitido ver e o conhecerá o que necessita conhecer.
Depois despeça-se do Mestre, faça-lhe uma reverência e agradeça o contato. Retorne então à saída da caverna. Agora, você será puxada(o) para cima e novamente se encontrará solta(o) no espaço. Localize seu corpo e lentamente volte para ele, carregando as mensagens recebidas e agora, consciente do caminho a seguir.
Abra os olhos, espreguice e permaneça deitada (o) alguns instantes assim.
SEJA BEM-VINDA(O) AO MUNDO DOS VIVOS!

Este ensaio de morte, não é coisa fácil, mas a consciência da morte, pode nos ajudar a contentar-nos com fazer um pouco menos e um pouco mais devagar. Talvez o que realmente importa é aceitar de bom grado o que a vida nos oferece.
Não sabemos se ainda temos vinte, quarenta anos ou apenas um dia para pôr em prática o que quer que a vida nos oferece em sua agenda. Por isso, talvez não devêssemos lutar tanto pelos aplausos, porém mais pelo prazer e a graça da dança.
PENSE NISSO!

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