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12 de out de 2011

Pasowee–A Mulher Búfalo

Copyright © Monika von Koss

As Mulheres Búfalo pertencem a uma das sociedades secretas dos Kiowa, uma tribo do Alasca e do Canadá, que viveu na área de Wyoming, antes de seu posterior assentamento em Kansas e Oklahoma. Especialmente associadas com ritual, dança e cura, uma de suas histórias relata a trajetória de Pasowee.

Ainda criança, foi roubada de sua família no meio da escuridão da noite, vivendo por muitos anos em campo estrangeiro. Sentia-se tão saudosa daqueles que havia conhecido, que um dia fugiu para a floresta, escapando apenas para se encontrar perdida em um lugar que não conhecia.

Lá, no fim de um longo dia de fuga, estava diante dela a pele de um búfalo há muito morto, um abrigo para a noite. Escorregando para debaixo da pele, Pasowee adormeceu, quando sonhos estranhos fluíram como águas caudalosas por sua mente. O búfalo havia voltado à vida.

Ele falou com ela em uma língua que ela entendia. Contou-lhe de curas que podiam ser encontradas em seu corpo e como poderiam ser usadas para curar doenças. Contou-lhe que sua pele poderia ser usada como abrigo, do mesmo modo que a tinha mantido quente durante a noite.

Sussurrou-lhe a sabedoria das eras em seus ouvidos adormecidos. E depois, antes do amanhecer, ele lhe contou dos campos repletos das pessoas de quem ela tinha sido roubada muitos anos antes e quais riachos e correntes seguir para chegar até eles novamente.

Quando a luz da manhã abriu seus olhos, ela não esqueceu a noite de sonhos. Sentando por um momento numa colina ali perto, ela observou dois lobos matarem outro búfalo, exatamente como o espírito do búfalo há muito morto havia profetizado. Roendo no búfalo que eles mataram, os dois lobos satisfizeram seus estômagos vazios, como o espírito do búfalo há muito morto havia previsto em seus sonhos.

Confiando então no espírito do búfalo, Pasowee esperou que os lobos tivessem sua parte, depois cortou carne suficiente para ela. Quando a carne estava suficientemente seca para ser comida ao longo do caminho, ela iniciou sua jornada.

Seguindo as águas rápidas descritas pelo búfalo, Pasowee reuniu-se com seu povo. Com alegria eles receberam a mulher que não tinham visto desde a infância e pediram-lhe para contar de seu tempo desde que foi levada. Em resposta silenciosa, Pasowee mostrou um pedaço de pele de búfalo que ela havia carregado consigo. Então ela o secou sobre as pedras que ainda estavam quentes do fogo. Todos observaram Pasowee, que costurava um círculo de pele de búfalo a um círculo de pele de veado, pregando cuidadosamente o casco e o rabo do búfalo a esta bolsa de couro, na qual ela colocou a medicina que lhe foi transmitida no sonho do búfalo.

O milagre da medicina do búfalo trouxe alegria e boa saúde para o povo Kiowa. Mas ainda havia mais sabedoria que o espírito do búfalo tinha dado a Pasowee para ensinar a seu povo. Assim, ela conduziu as jovens mulheres e os jovens homens do campo para a floresta, onde viviam as grandes árvores. Andando em volta de um bosque quatro vezes, eles entraram no bosque e Pasowee escolheu um choupo, em cujo galho mais baixo ela pendurou um pano. As pessoas jovens ficaram no bosque até o sol desaparecer. Ali eles permaneceram toda a noite, sob as estrelas que cintilavam entre as folhas dos galhos mais altos.

Quando a luz da manhã veio, Pasowee enviou os jovens homens para encontrar um búfalo. Cercada pelas mulheres, ela se pôs diante da árvore que tinha o pano, com um machado firme nas mãos. Três vezes ela girou o machado contra a árvore e na quarta, ela começou a cortar. Quando a grande árvore caiu ao chão, ela mostrou às mulheres como pintar o tronco de preto carbono e os galhos de vermelho ocre. Depois, separando os galhos vermelhos dos pretos, as mulheres fizeram o primeiro deodogiada, o primeiro mastro central de um tipi.

Então ela escolheu o lugar onde ficaria o tipi e ensinou às mulheres como amarrar as cordas para que, puxando por elas, o círculo de mulheres fizesse o deodogiada erguer-se tão alto e reto como havia feito na floresta. Em volta do mastro central, as mulheres colocaram mastros menores, 22 ao todo. E perto da base do deodogiada, elas colocaram pequenos galhos vermelhos, apitos, penas, seixos e uma cuba com raspas de cedro, exatamente como Pasowee as instruiu.

O cheiro do cedro queimando recepcionou os jovens homens quando voltaram com o búfalo. Dez sóis haviam passado, quando a pele estava seca e costurada e fixada no lugar. Assim foi que, do espírito do búfalo, Pasowee ensinou ao povo Kiowa como construir suas casas. É por este motivo que Pasowee é lembrada como Mulher Búfalo, Mulher de Medicina, a escolhida pelo espírito do búfalo para ensinar os Kiowa.

Fonte: Ancient Mirrors of Womanhood – Merlin Stone

Monika von Koss em maio de 2009

fonte do texto: http://www.monikavonkoss.com.br/site/indice-de-artigos/95-pasowee-a-mulher-bufalo

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