Pesquisar neste blog

Carregando...

A principal fonte dos textos postados aqui é da Internet, meio de informação pública e muita coisa é publicada sem informações de Copyright, fonte, autor etc. Caso algum texto postado ou imagem não tenha sua devida informação ou indicação, será escrito (autoria desconhecida). Caso souberem, por favor, deixe um comentário indicando o ou no texto, ou caso reconheçam algum conteúdo protegido pelas leis de direitos autorais, por favor, avisar para que se possa retirá-lo do blog ou dar-lhe os devidos créditos. Se forem utilizar qualquer texto postado aqui, por favor, deem os devidos créditos aos seus autores. Obrigada!

Abençoados sejam todos!

1 de nov de 2011

Deusa Héstia

Vesta

Héstia era a deusa da lareira, ou mais especificadamente, do fogo queimando numa lareira redonda. É a menos conhecida dos deuses olímpicos. Héstia e sua equivalente romana, Vesta, não foram representadas em forma humana por pintores e escultores da época.
Ao contrário, esta deusa se fazia representar pela chama viva no centro do lar, do templo ou da cidade. O símbolo de Héstia era um circulo. Suas primeiras lareiras eram redondas, assim como seus templos. Nem o lar nem o templo ficam santificados até que Héstia entrasse. Ela santificava ambos os lugares quando estava lá. Héstia era tanto uma presença espiritual como um fogo sagrado que proporcionava, calor e aquecimento para o alimento.

hestia

Ritos e Cultos

Ao contrário dos outros deuses e deusas, Héstia não era conhecida através de seus mitos e representações. Sua importância é encontrada em rituais, simbolizada pelo fogo. Para que uma casa se tornasse um lar, a presença de Héstia era solicitada. Quando um casal se unia, a mãe da noiva acendia uma tocha e a transportava diante do casal recentemente casado até sua nova casa, para que acendessem a primeira chama em seu lar. Esse ato consagrava o novo lar.

Depois que uma criança nascia, acontecia um segundo ritual. Quando a criança tinha cinco dias de idade, era levada ao redor da lareira para simbolizar sua admissão na família. Então seguia-se um festivo banquete sagrado. Da mesma forma, cada cidade-estado grega tinha uma lareira comum com um fogo sagrado no edifício principal, onde os convidados se reuniam oficialmente. Cada colônia levava o fogo sagrado de sua cidade natal para acender o fogo da nova cidade.
Posteriormente, em Roma, Héstia foi venerada como a Deusa Vesta.
Lá o Fogo Sagrado de Vesta uniu todos os cidadãos de Roma numa só família. Em seus templos, o fogo sagrado era cuidado pelas virgens vestais, que eram solicitadas a personificar a virgindade e anonimidade da deusa. Em certo sentido, elas eram representações humanas da deusa; eram imagens vivas de Héstia, transcendendo a escultura ou a pintura. As meninas escolhidas para  serem as Virgens Vestais eram levadas ao templo quando eram bem jovens, em geral com menos de seis anos. Vestidas de forma igual, o cabelo aparado como novas iniciadas, o que quer que fosse distinto e individual quanto a elas era apagado. Eram deixadas à distância de outras pessoas, honradas, e esperava-se que vivessem como Héstia, com terríveis consequências se não permanecessem virgens. Uma Virgem Vestal que tivesse relações sexuais com um homem tinha profanado a deusa. Como punição devia ser enterrada viva, sepultada numa área pequena e sem ar no subsolo, com luz, óleo, alimento e um lugar para dormir. A terra acima dela seria nivelada, como se nada estivesse embaixo. Portanto, a vida de uma Virgem Vestal como personificação da chama sagrada de Héstia era extinta quando ela parava de personificar a deusa. Era coberta com terra como carvão que se extingue numa lareira.

Héstia era frequentemente parceira de Hermes, o deus mensageiro, conhecido pelos romanos como Mercúrio. Ele era uma divindade eloquente e astuciosa, protetor e guia dos viajantes, deus do discurso e patrono dos homens de negócio e dos ladrões. Sua representação primitiva foi uma pedra em forma de pilar chamada de "Herma". Nas casas, a lareira redonda de Héstia ficava no interior, enquanto o pilar fálico de Hermes ficava na entrada. O fogo de Héstia proporcionava calor e santificação a casa, enquanto Hermes permanecia à porta para
trazer a fertilidade e manter fora o mal. Nos templos, essas divindades
também apareciam ligadas. Em Roma, por exemplo, o santuário de Mercúrio ficava à direita dos degraus que conduziam ao templo de Vesta. Portanto, nos lares e templos Héstia e Hermes estavam relacionados, mas separados. Cada um desempenhava uma função separada, altamente considerada. Héstia ministrava o santuário, onde as pessoas se uniam numa família, lugar considerado lar. Hermes era o protetor na porta, o guia e companheiro no mundo, onde a comunicação, o saber se virar e ter boa sorte fazem muita diferença.

fogo_sagrado

fonte do texto e fotos: http://www.luzemhisterio.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário