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8 de nov de 2011

Deusa Ixchel

As artes da música, da cerâmica e da caça foram colocados sob a proteção do Sol, enquanto que a gravidez, o parto, as colheitas e a tecelagem eram da alçada da Lua. Paradoxalmente, vemos no códice esta figurada em suas manifestações hostis e negativas e até destrutivas. Ixchel é entre outras, a deusa das inundações e aparece também, como uma velha colérica, cercada de símbolos fúnebres, uma serpente enrolada sobre o seu crânio, ossadas esparsas e fixas sobre uma saia e garras de rapina à guisa de unhas. O nascimento, a morte...., dois traços ambivalentes, mas que sempre fizeram parte do pensamento indígena.

A deusa Ixchel foi adorada pelos maias da península do Yucatã, em Cozumel, sua ilha sagrada. A deusa da Lua e da Serpente ajuda a assegurar a fertilidade pelo fato de segurar o vaso do útero de cabeça para baixo, de modo que as águas da criação possam estar sempre jorrando. Ixchel também é deusa da tecelagem, da magia, da saúde, da cura, da sexualidade, da água e do parto. A libélula é seu animal especial. Quando ela quase foi morta pelo avô por tornar-se amante do Sol, a libélula cantou sobre ela até que se recuperasse.

O símbolo desta deusa é o vaso emborcado do infortúnio. Sobre sua cabeça repousa uma serpente mortífera, suas mãos e pés têm garras afiadas de animais e seus traje é adornado com as cruzes feitas de ossos, emblema da morte.

Diferentes representações de Ixchel
"A essência feminina, quando é comentada, não é mais a essência feminina".

Para as mulheres, a vida é cíclica. No curso de um ciclo completo que corresponde à revolução lunar, a energia da mulher cresce, brilha totalmente e míngua outra vez. Essas mudanças as afetam tanto na sua vida física quanto sexual e psíquica. Se uma mulher quiser viver em harmonia com o ritmo de sua própria natureza, ela deverá submeter-se à ela.

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Ixchel, a deusa da Lua
Em todas as épocas e por toda parte, os homens têm concebido uma Grande-mãe que zela pela humanidade lá do céu. Este conceito pode ser encontrado em praticamente toda a religião e mitologia cujos conteúdos tenham chegado ao nosso conhecimento.

Os maias elegeram Ixchel como sua poderosa Mãe e deusa da Lua. Os mitos da deusa lua e suas características protegem uma verdade que nada mais é do que a realidade subjetiva interior da psicologia feminina.

No passado e nos nossos dias, a Lua representa a imagem do princípio feminino, que é uma função tanto do homem quanto da mulher.

Visualiza-se Ixchel como a Mãe-Lua que mergulha neste tempo e lugar trazendo das estrelas as energias de nossos antepassados. Apresenta-se coroada com serpentes, carregando objetos de rituais tais como, o espelho e plantas sagradas. 

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Arquétipo de provedora da fertilidade
A Lua é uma força fertilizadora de muita eficácia. Faz as sementes germinarem e as plantas crescerem, mas seu poder não termina aqui, pois sem sua ajuda os animais não poderiam gerar filhotes e as mulheres não poderiam ter filhos.

Como o bem-estar de uma tribo pequena depende primeiro de seu contingente humano e, segundo, de seu suprimento de alimentos, imaginem a importância que se reveste a adoração da deusa da Lua.

A Senhora da Lua senta-se sobre ela, enquanto percorre suas fases.

A Lua está diretamente associada aos mistérios da menstruação e aos ciclos da vida humana. Ixchel carrega seu coelho da fertilidade e da abundância.

O coelho sempre foi um amuleto muito estimado e é extremamente poderoso se o coelho tiver sido pego em um cemitério durante a lua cheia. Mas porque um coelho?

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A lua cheia dá a chave do mistério. As marcas que visualizamos a olho nu na Lua são conhecidas como "a marca da lebre".

O Coelho da Páscoa contém um simbolismo que se aproxima dessas ideias. A Páscoa era originariamente uma festa da lua.

Ixchel é a árvore da vida, provedora da fertilidade que garante a continuidade da vida, tanto animal quanto vegetal e humana.

Esta deusa detêm os mistérios da vida e da sexualidade feminina. Ela é deusa do amor, mas não do casamento.

É protetora das mulheres e das crianças. O leite nutritivo flui dos seus seios e o sangue sagrado da vida flui do seu útero. (Códice Madri).

Arquétipo da Vida e da morte

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A deusa da Lua, assim, tanto como provedora da vida e da fertilidade era também, controladora dos poderes destrutivos da natureza, portanto, deusa da morte.

Para nossa mentalidade ocidental é quase impossível conceber um deus que seja ao mesmo tempo gentil e cruel, criador e destruidor. Mas para os adoradores da deusa da Lua não havia contradição, pois ela vivia em fases, manifestando em cada uma delas suas qualidades peculiares.

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Na fase do mundo superior, correspondente à lua brilhante, ela é boa e gentil. Na outra fase, correspondente a lua escura, ela é cruel, destrutiva e má. Assim, a deusa nos mostra primeiro sua face benéfica e depois seu aspecto raivoso.

Ixchel é a Grande-Mãe maia da Vida e da Morte. Na imagem ao lado ela derrama as águas da vida do seu jarro de ventre sobre todos nós. Ixchel, também é a dona dos ossos e das almas dos mortos. Sua festa é realizada em 1 de novembro, Dia dos Mortos. (Códice Dresden)

A teia de Ixchel
Ixchel, tecelã da teia da vida vem até nós para dizer que é hora de nos tornarmos mais criativas, deixarmos fluir a energia da criação e da ousadia. Crie a obra da sua vida, seja pintando um quadro ou tendo um filho, ou até plantando sua primeira árvore.
A criatividade é alimento, costura os rasgos da nossa vitalidade, é cura imediata. É sangue que nutri e nos faz felizes e saudáveis. Portanto, pare agora e se dê um tempo para ser criativa, tecelã de sua teia da vida.
Procure aquelas aquarelas esquecidas no armário da garagem e pinte o 7, ou até talvez um quadro para sua sala de visitas. Se não ficar muito bom, coloque na sala da TV, mas ponha toda sua energia de artista para fora. Não sabe pintar? Tudo bem, então dance ou cante, escreva um romance, ou uma singela poesia. Explore também sua sexualidade e espere seu amado com uma roupa nova e o cabelo arrumado. Tente ser feliz por um dia. Não deixe que nada a detenha, nem que a chamem que um pouco alegre demais. Não faça caso, crie da maneira que achar mais apropriada para você.
Você se sente tolhida na sua criatividade, por que acha que os outros são melhor que você? Pois saiba que ninguém é igual a você. Para de achar motivos para descobrir razões para não criar. Ixchel diz que a totalidade é satisfeita quando você abre seu coração para a criatividade e a vivencia.
É através da nossa conexão com o divino que nós encontramos maneiras de superarmos nossos medos e nos relacionaremos melhor com o mundo como um todo. Abrir-se para a beleza e a magia da Grande-Mãe, observando cada detalhe de sua Criação, nos fará entender as mudanças pelas quais também passamos. Este é o alimento que nutrirá nossa espiritualidade.

Eu faço fios de energia na teia da criação
Onde nada existia antes do vazio para o mundo eu fio criando a vida a partir da minha mente a partir do meu corpo a partir da minha consciência do que precisa existir
Agora existe algo novo e toda a vida é alimentada.

Ixchel, a deusa da Lua maia.

Fonte do texto e foto:

http://www.xamanismo.com.br/Teia/SubTeia1192451053It003

fonte do poema: http://grandetemplodeusasedeuses.blogspot.com/search/label/%C2%BA%20Ixchel

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