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Abençoados sejam todos!

17 de nov de 2011

Deusa Etain

MIDHIR E ETAIN

Etain dos Tuatha da Danann era a heroína da grande história de amor feérica, MIDHIR e ETAIN, que já inspirou muitos poemas e obras dramáticas.
A narração original está bem contada por Lady Gregory em "Gods and Fighting Men".
Etain foi a segunda esposa de Midhir, o rei da Colina Feérica de Bri Leith. A primeira esposa do rei, Fuamach, estava terrivelmente furiosa e, com a ajuda do druida Bresal Etarlain, logrou finalmente transformar Etain em uma mariposa e com um forte sopro, a expulsou da terra mortal da Irlanda, o que resultou um sofrimento para ambos lados durante sete longos anos.
Quando as malvadas ações de Fuamach foram descobertas, Angus Mac Og, filho de Dagda, lhe cortou a cabeça.
Ao cabo de sete anos de desgraça, Etain foi para no palácio onde Etar, de Inver Cechmaine, estava celebrando um banquete, e caiu dentro da taça dourada da esposa de Etar, que a engoliu junto com o vinho.
Nove meses depois, nasce como filha de Etar, e de novo recebe o nome de Etain. Ao crescer, tornou-se a mulher mais bela de toda a Irlanda. Com a maioridade, casou-se com o rei Eochaid, que tinha sua corte em Temhair (Tara).
Durante a festa do casamento, o irmão menor de Eochaid, Aillel, acabou subitamente preso ao amor e um desejo desesperado por Etain. Ao ser rejeitado, uma enfermidade mortal se apoderou dele. O médico do rei que ele sofria do mal de amor, mas Eochaid estava muito preocupado com o irmão.
Chegou um dia em que Eochaid teve que partir para fazer uma jornada por toda a Irlanda para receber a homenagem dos reis tributários, e entregou Ailell aos cuidados de Etain enquanto durasse a sua ausência. Etain fez tudo o que pode por Ailell, mas ele já estava às portas da morte. Ao fim descobriu descobriu que era o amor não correspondido por ela que o tornava enfermo. Então, muito triste, convenceu-se que o único modo de curá-lo seria ceder ao seu desespero, por isso marcou um encontro na manhã seguinte em uma colina fortificada fora da cidade.
Ailell estava em êxtase e passou quase toda a noite sem dormir, mas quase ao amanhecer o sono apoderou-7se dele e não acordou não conseguiu acordar para o encontro. Entretanto, Etain acordou cedo e foi para colina esperá-lo. E, no momento que havia combinado de encontrar-se com Ailell, viu um homem parecido com ele e que avançava até ela demonstrando muita dor e debilidade, mas quando ele chegou mais perto viu que não era Ailell. Se olharam um ao outro em silêncio, e o homem foi em seguida embora.
Etain aguardou mais um pouco e logo decidiu voltar à sua residência, onde encontro Ailell recém acordado e furioso consigo mesmo. Explicou a Etain o que tinha acontecido e marcaram novo encontro para a manhã seguinte, mas no dia seguinte ocorreu o mesmo. E na terceira manhã Etain falou com o estranho.
-"Tu não és o homem com o qual estou aqui para me encontrar", disse, "eu não venho aqui pelo passeio, mas sim para curar um homem que está enfermo por minha causa."
-"Seria melhor que venhas comigo, pois eu fui teu primeiro marido faz muito tempo." -"Qual teu nome?", perguntou ela
-"Isso é fácil de dizer. Sou Midhir de Bri Leith"
-"E como é que fui afastada de teu lado?"
-"Fuamach, minha primeira esposa, te lançou um feitiço e te expulsou da Terra de TIR NANOG. Queres voltar comigo Etain?"
-"Não posso abandonar Eochaid, o Rei Supremo, para partir com um estranho', afirmou Etain.
-"Fui eu quem colocou o desespero em Ailell e fui eu que o enfeitiçou para que ele não acorde, assim tua honra ficará a salvo."
E era fato, pois quando Etain voltou a encontrar-se com Ailell, o desespero lhe havia abandonado e estava totalmente curado. Contou-lhe então o que tinha acontecido e ambos alegraram-se por terem evitado uma traição contra Eochaid. Porém, depois que este regressou e lhe contaram tudo o que se sucedeu, ele agradeceu muita a Etain por sua bondade para com Ailell.
Mdhir apareceu mais uma vez a Etain e pediu-lhe mais uma vez para regressar com ele. Ela se negou a abandonar Eochaid.
-"Se ele te entregar a mim? Virás comigo?"
"Sim, irei", respondeu Etain.

Pouco depois, o estrangeiro se apresentou a Eochaid e o desafiou a três partidas de xadrez. Jogaram com apostas, porém, de acordo com o costume, àquelas eram fixadas pelo ganhador depois da partida.
Eochaid ganhou duas vezes, e impôs prêmios muito altos, o primeiro um grande tributo de cavalos, o segundo três tarefas cuja realização Midhir necessitou de todas suas tropas feéricas. Mas a terceira partida foi ganha por Midhir que pediu a esposa de Eochaid. Este se negou e Midhir modificou a proposta, pedindo somente o direito de abraçá-la e lhe dar um beijo. Eochaid concordou, mas lhe pediu um mês para satisfazer sua petição.
Ao finalizar esse tempo, Midhir se apresentou. Eochaid havia reunido ao seu redor todas as suas forças e guardou as portas, enquanto Midhir ia entrando, para evitar que se aproximasse de Etain. Midhir sacou sua espada com a mão esquerda e abrindo caminho chegou até Etain. Com o braço direito abraçou-a e a beijou. Logo ambos elevaram-se do chão e transformados em cisnes brancos, ligados por uma corrente de ouro, voaram sobre o Palácio de Tara até Bri Leith, (A Terra da Juventude).
Esse não foi o final da história, pois Eochaid não conseguia viver sem Etain e recorreu ao chefe dos druidas, que utilizando-se de toda a sua magia, descobriu que a jovem estava no centro da Irlanda, dentro da fortaleza do rei Midhir. Eochaid declarou guerra ao reino das fadas e dos elfos, causando grandes destruições, até que Etain lhe foi devolvida. Porém a cólera dos Tuatha de Danann contra Eochaid e todos os seus descendentes seguiu viva a causa do grande dano que haviam infligido a terra de Tir Nan Og (A Terra da Juventude).
Essa história é um exemplo do tratamento sutil e poético que recebem os temas dos Seres Feéricos Heroicos nas lendas irlandesas. O desafio em partidas de xadrez aparecem em muitas lendas e contos de fadas célticos. O tema da reencarnação também é bem frequente, nas lendas antigas.

DEUSA DA SOBERANIA E DA BELEZA

Etain é a Deusa da graça, beleza e soberania. Heroína de um antigo mito, é um exemplo de reencarnação, renascida com a mesma identidade do seu "eu" original. Está associada com o Outro Mundo, uma portadora de éguas brancas, com olhos azuis e flores de maça
Ela, em sua primeira vida foi a segunda esposa de Midhir, um Deus Gaélico do Mundo Inferior. Midhir era
• Filho de Dagda e Boann, irmão de Angus, O Vermelho, Ogma e Bridgit. Era um "bard", ou seja, um jogador de xadrez que gostava de jogar com apostas altas. Rei das Terras Encantadas de Bri Leith, possuía três vacas, um caldeirão mágico e as "Três Garças da Negação e Rudeza". As três garças ficavam ao lado da porta de Midhir, e quando alguém viesse pedir abrigo, a primeira dizia:
-"Não venha! Não venha!".
Então a segunda garça dizia:
-"Vá embora! Vá embora!".
A terceira acrescentaria:
-"Passe ao largo da casa! Passe ao largo da casa!".
Etain é uma Deusa Celta, cujo nome significa "A Brilhante". De acordo com os mitos era extremamente linda e, por causa desse excesso de beleza foi punida e teve que passar por muitas transformações, pois era uma ameaça para as outras mulheres. Foi expulsa de Tir Nan Og (A Terra da Juventude) na forma de uma borboleta e em uma terra distante, começa uma nova vida com uma outra forma, agora no tempo linear mortal.. No entanto, nunca perdeu sua beleza ou deixou de "brilhar".

ARQUÉTIPO DA TRANSFORMAÇÃO

Essa é uma história que nos dá a percepção da admirável maneira com que o tempo eterno está entrelaçado com o nosso tempo humano. Sugere ainda, que há um ritmo diferente no tempo eterno que habita nossas almas e onde não estamos sujeitos às devastações do tempo normal. Esse pensamento já nos proporciona um grande consolo, pois os acontecimentos da nossa vida não desaparecem. Nada jamais será perdido ou esquecido. Tudo será armazenado dentro da alma no templo da memória.
Para todos nós, existiu a primeira infância, quando somos crianças e ela se baseia na confiança ingênua e o desconhecimento. A segunda infância surge bem mais tarde, quando já tivemos a oportunidade de vivermos intensamente. É aqui que conhecemos a desolação da vida, sua incrível capacidade de decepcionar e; muitas vezes, de destruir.

No entanto, apesar desse reconhecimento realista do potencial negativo da vida, ainda devemos conservar um modo de ver sadio, esperançoso e animado. É importante vislumbramos nosso passado com uma perspectiva integradora, uma forma de recuperar tesouros que estavam ocultos nas dificuldades passadas.
Podemos, encarar ainda, a vida, como um tempo de semear experiências, mas nunca deixando de colher essas experiências, extrair seu significado e fazer os devidos melhoramentos ou as devidas e necessárias transformações.
Todos nós carregamos um pouco da saga de Etain, pois também resistimos as transformações que ocorrem em nossas vidas. Muitas vezes, a dificuldade é a melhor amiga da alma, pois em tudo de negativo que nos acontece, sempre haverá algo luminoso escondido.
Entretanto, muitas de nossas dificuldades não nos dizem respeito. São dificuldades que atraímos por intermédio da nossa atitude taciturna.
A sabedoria natural nos diz que a maneira como somos para com a nossa vida é a maneira como a vida será para conosco. Somente uma atitude compassiva e esperançosa trará até nós as coisas que realmente necessitamos.

ETAIN - MUDANÇA E CRESCIMENTO PESSOAL

Etain chega em nossas vidas, para nos dizer que não importa como as tempestades da vida são lançadas em torno da nós, pois no fundo de nossa alma, sempre brotará uma voz a nos dizer que ainda há esperança.
A vida pode nos transformar, nos balançar e até nos refazer. Mas a Deusa lembra-nos que sempre seremos tão brilhantes quanto ela, física e espiritualmente. Nada que nos aconteça poderá mudar nossa essência interna, a nossa individualidade.
A mariposa ou borboleta que aparece na história de Etain é muito significativa, pois ela é símbolo de ressurreição e de transmutação, equivalente a saída do túmulo ou da prova morte-renascimento, nos ritos
Etain chega em nossas vidas, para nos dizer que não importa como as tempestades da vida são lançadas em torno da nós, pois no fundo de nossa alma, sempre brotará uma voz a nos dizer que ainda há esperança.
A vida pode nos transformar, nos balançar e até nos refazer. Mas a Deusa lembra-nos que sempre seremos tão brilhantes quanto ela, física e espiritualmente. Nada que nos aconteça poderá mudar nossa essência interna.. a nossa individualidade.
A mariposa ou borboleta que aparece na história de Etain é muito significativa, pois ela é símbolo de ressurreição e de transmutação, equivalente a saída do túmulo ou da prova morte-renascimento, nos ritos iniciáticos.
A crisália, "ovo" que contém toda a potencialidade do ser, realiza uma metamorfose invisível e misteriosa, chegando assim ao simbolismo da própria vida: a borboleta que sai dele é um ser novo, o qual pode encarnar o renascimento da primavera, depois do inverno, de suas germinações subterrâneas e misteriosas.
A saída da borboleta de sua crisália é a subida do abismo, a passagem de um estado de existência para outro.
Não somente nosso corpo físico, assim como nossa alma, mas também os projetos que fazemos na vida, passam por vários estágios.
Podemos usar este mesmo cronograma da borboleta para determinarmos exatamente onde nós estamos. Por exemplo, nós temos uma ideia. Como ponto de partida, a ideia seria o "ovo".
Entraremos no estágio larva] quando nos decidirmos a colocar a ideia em prática;
a fase do casulo iniciaria quando começássemos a fazer algo para torná-la realidade;
e o estágio de borboleta seria quando trouxéssemos a ideia realizada e compartilhássemos com os outros. Todos os quatros desses estágios são as etapas necessárias que devem ser empreendidas para chegarmos a
transformação.
Hoje ou amanhã uma mudança inevitavelmente acontecerá em nossas vidas, o melhor que temos a fazer é aceitá-la.
A maioria das vezes, a mudança ocorre de forma consciente, ou seja, nos dá a oportunidade da decisão. Entretanto, outras vezes, quanto trata-se da realização de um sonho, ou escolha de um objetivo, um relacionamento ou ainda, da escolha de uma profissão, por exemplo, atitude essa, que pode mudar totalmente nossa vida, poderemos de repente, nos sentirmos incapazes de tomarmos uma decisão. Pisar em terreno desconhecido sempre envolve riscos e nossa resistência a esses risco podem se demonstrar de diversas maneiras: nos sentirmos inaptos para assumir a grandiosidade do compromisso, termos decréscimo da nossa auto-estima, cairmos em profunda depressão, etc..
Quando isso acontece, nós usamos essa falta de resistência como uma desculpa para não mudar ou seguir em frente. Essa é uma característica do povo brasileiro que sempre alega que "não se mexe em time que está ganhando", ou seja, cria resistência às mudanças, preferindo a comodidade. Mas o que se faz realmente, é criar uma ilusão de segurança. Usamos a resistência para mascarar o nosso medo.
Como seres humanos todos nós temos medos, alguns muito reais, outros fantasiosos. Mas quando nos rendemos ao medo, paralisamos nossa vida.
Não encarando e partindo para a luta contra nossos medos, ficaremos sentados na janela "vendo a banda passar", como já cantou nosso amigo Chico, deixando de apreciar diferentes panoramas através de outras janelas do assombro e da possibilidade.
Nós sabemos, que no mundo atual, a segurança é realmente só uma ilusão e não podemos viver à sombra de falsas garantias.
Um dos aspectos essenciais para que se opere uma mudança em nossa vida é despertar a capacidade de aceitar o que é difícil e deixarmos de sermos o maior obstáculo de nós mesmos.

"Uma dificuldade é uma luz: uma dificuldade intransponível é o sol". Paul Valéry

ETAIN E O CISNE

O cisne é também uma presença simbólica na história de Etain. Os cisnes são símbolos de amor, da beleza, das transições, da evolução espiritual e da fidelidade. O cisne ensina-nos a sermos fiéis a quem verdadeiramente somos e como uma ave de luz, traz primavera e renovação às nossas vidas.
Na mitologia celta, o cisne é um dos aspectos mais frequentes tomados pelos seres do Outro Mundo, particularmente pelas mulheres de Sidhe. Além de Midhir, Fand, Libânio e Derbforgail, entre outros, recorreram a essa aparência. Esses seres do Outro Mundo, na forma de cisnes, viajam, a maioria das vezes, aos pares, sempre ligados por uma corrente de ouro ou prata.
Em muitas obras da arte celta figuram dois cisnes, cada qual de um lado da barca solar, que eles guiam e acompanham pelo mar celeste.

CONVITE À DEUSA

Convide a Deusa Etain para participar de sua vida sempre:
Quando você estiver muito cansada ou chateada com a vida;
Quando você esquecer quem você realmente é.
Convide a Deusa Etain, quando a única força que lhe restar servirá para balbuciar seu nome. Etain jamais a abandonará e virá para trazer à sua vida todo seu poder de transformação.

CONVIDE ETAIN!

Seu grande e solidário amor a cercará e lhe dará muita paz.

fonte do texto: pesquisado e desenvolvido por Rosane Volpatto.

fonte das fotos: (1) shee-eire.com; (2) confrariadebruxos.blogspot.com; (3) caminhocelta.blogspot.com; (4) mulherquemaravilha.blogspot.com.

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