Pesquisar neste blog

Carregando...

A principal fonte dos textos postados aqui é da Internet, meio de informação pública e muita coisa é publicada sem informações de Copyright, fonte, autor etc. Caso algum texto postado ou imagem não tenha sua devida informação ou indicação, será escrito (autoria desconhecida). Caso souberem, por favor, deixe um comentário indicando o ou no texto, ou caso reconheçam algum conteúdo protegido pelas leis de direitos autorais, por favor, avisar para que se possa retirá-lo do blog ou dar-lhe os devidos créditos. Se forem utilizar qualquer texto postado aqui, por favor, deem os devidos créditos aos seus autores. Obrigada!

Abençoados sejam todos!

22 de nov de 2011

Deusas Banba, Fotla e Eriu

No "Livro das Invasões" irlandês, encontramos um conto sobre a vinda dos milésios (provenientes da atual Espanha), talvez os primeiros habitantes humanos do país. Eles chegam às costas da Irlanda, guiados pelo líder Amergin, e já a encontram ocupada pelos Deuses e Deusas da Terra, os Tuatha De Danann (filhos de Dana). Tiveram então que lutar contra os poderes mágicos deste povo, mas receberam a ajuda inesperada de três deusas: Banba, Fotla e Eriu (representam a soberania da Irlanda). As três se oferecem para auxiliar, desde que seus nomes sejam preservados como o nome da ilha irlandesa. Apenas um dos nomes sobreviveu e até hoje é o nome oficial da Irlanda, Eire. Cada uma destas Deusas era casada com um rei, chamados respectivamente: MacCruill (Filho da Avelã), MacCecht (Filho do Arado) e MacGreine(Filho do Sol).
Depois de uma batalha mágica (Tailtiu), os Tuatha De Danann percebem que sua posse da terra acabou, que seu ciclo chega ao fim e eles devem entregar a terra aos recém-chegados. Eles recuam para as suas grutas, Brochs, Cairns e Sidhe, entrando na Terra, a própria terra. O Filhos de Mil, cumpriram a promessa feita às
Deusas e ainda rebatizaram-se a si próprios de "Eirann".
O ciclo de lenda dos milésios é particularmente dominado pelo ciclo de heróis, e, a partir daí, a mitologia celta torna-se mais dirigida para o masculino e acentua as façanhas dos heróis e o fragor das armas.
O ciclo anterior dos Tuatha De Danann, a que pertence Eriu, Banba e Fotla, é mais equilibrado e, evidentemente, vem de uma época em que os povos celtas estavam mais abertos ao equilíbrio entre elementos masculinos e femininos de sua alma, refletindo em sua mitologia essa característica.

BANBA, é a Deusa irlandesa da Terra, representando a terra sagrada. Ela é a esposa de MacCruill e acredita-se que seja a primeira colonizadora da Irlanda. Um dos nomes da Irlanda é "A ilha de Banba das mulheres". É ainda uma Deusa da guerra e da fertilidade.

ERIU, é a mais antiga Deusa da Terra que representa a Irlanda é uma Rainha dos Tuatha De Danann. Como Deusa Solar, ela segura a taça dourada cheia de vinho tinto para os sucessivos reis da Irlanda. Isso significa sua união e a fertilidade do país. Uma mulher bonita e transmutadora de forma, ela pode modelar guerreiros a partir de torrões de terra. O nome poético para Irlanda, Erin, significa "a terra de Erui". Também era a Deusa que vigiava o Jardim Ocidental da Maçã da Imortalidade.

FLOTA era a Deusa das Divisões das Terras.
Essas três Deusas representavam a Soberania da Irlanda.

Deusa Flota

A ENTREGA DA TERRA
Acompanhado por seus guerreiros, Amergin seguiu até os emissários dos Tuatha De Danann, que os aguardavam em uma colina, não muito longe de Tailtiu, onde aconteceu a batalha mágica. No centro de um anel de pedras, MacGreine (o rei) e as três rainhas esperavam-nos.
Ao chegarem mais perto, Eriu aproximou-se para cumprimentá-los.
-"Sejam bem-vindos, filhos de Mil", falou. "Esta terra será sua, tal qual havia profetizado". -"Todo seu povo está se rendendo?", perguntou Amergin, com traços de dúvidas na voz. Eriu sorriu amigavelmente e respondeu:
-"Por longo tempo nós os aguardávamos. Sabíamos que viriam. Esta terra agora é sua por direito e nós nos renderemos sem mais nenhuma batalha".
-"Você me deixa muito feliz", afirma."Como lhes prometi, seus nomes serão dados a esta terra", confirma. "Algo mais desejam?"
- "Só queremos que honre a terra, pois nós somos a terra", disse Eriu. E continuando:
-"Nossos reis, dois dos quais já foram mortos, eram nossos guardas. Agora você deverá se transformar em guarda e suas esposas serão a terra que já fomos".
Amergin olhou para seus dois outros irmãos que o acompanhavam e falou:
-"Está bem, honraremos a terra como você deseja. Nós três nos transformaremos em seus guardas". -"Isso deve ser realizado corretamente", observou Eriu.
-"Como devemos fazer?", pergunta Amergin.
Eriu aproxima-se de Amergin, tira-lhe toda a roupa e sem se preocupar com toda a audiência une-se a ele. -"Sabe o que estamos fazendo? Estou rendendo-lhe a terra. Eu sou a Terra!".
Quando a semente de Amergin fluiu para dentro do ventre de Eriu, ela pede para que seu marido perfure seu abdômen com a espada, apenas da cintura para baixo. Eriu cai, enquanto seu sangue jorra como um rio sobre a terra.
Amergin, só conseguia sussurrar: "Por que?"
-"Nossas vidas foram confiscadas", disse-lhe ela, esforçando-se para manter-se sorrindo. "Para que você governe esta terra teve que unir-se a mim e agora eu devo unir-se com a terra. Agora poderá passar minha coroa de rainha para uma de suas mulheres."
-"Mas...!" fala perplexo Amergin. E Eriu lhe dá novas ordens:
-"Agora você deverá remover a cabeça de meu marido". O druida olhou para MacGriene, que já estava ajoelhando-se e curvando a cabeça ligeiramente. Amergin armou-se com espada e o decapitou. Por um momento o corpo permaneceu como estava, mas em seguida, a cabeça rolou pelo chão e a terra coloriu-se de
sangue.
-"Agora corte a minha", exclamou Eriu. Amergin tentou protestar, mas Eriu enfatizou:
-"Você deve terminar este ritual e cortar fora minha cabeça!". Mas Amergin não teve coragem de realizar tal ato e pediu para que um de seus guerreiro tomasse o seu lugar. E assim foi feito. Quando a cabeça de Eriu foi cortada e caiu ao chão juntamente com seu corpo, ele dissolveu-se como sal em água. O sangue foi absorvido pela terra e ela desapareceu completamente.
Depois o mesmo ritual se repetiu com Banba e Flota.
Amergim toma assim, posse de suas novas terras.

Deusa Banba

A DECAPITAÇÃO

Há mais de mil anos, nas terras úmidas e frias da Europa central, os povos celtas desenvolveram uma das fé mais misteriosa e fascinante já praticada: o Culto à Cabeça.
Os celtas consideravam que a cabeça humana era fonte suprema de poder espiritual. Eles cultuavam a cabeça humana como os cristãos cultuam a cruz. Para eles, a cabeça abrigava a alma, refletindo a divindade.Os inimigos derrotado nas batalhas forneciam um grande suprimento desses lúgubres troféus e alegres celebrações acompanhavam cada nova aquisição.
Após decapitar um valoroso inimigo, o guerreiro entoava um hino de louvor ao regressar ao lar, triunfante.
Os celtas decoravam seus templos com caveiras, exibiam-nas orgulhosos em suas casas e muitas vezes o copo em que sorviam o vinho era feito com pedaços de crânio. Fabricavam também cabeças artificiais com madeira, pedra e metal, para adornar seus lares, trajes, armas e arreios de cavalos. Acreditavam que isso trazia boa sorte, proteção contra o mal e até curava doenças.
Se o povo de Tuatha De Danann foi vencido, conforme rezava estas tradições, nada mais natural que deveria se seguir um ritual que culminasse com a decapitação.

Deusa Eriu

A TRÍADE

Para os celtas o número três é sagrado e mágico e expressava a visão que tinham do mundo. Este número estava representado graficamente como um "triskele", um símbolo solar de três braços derivado da roda, aparentado da "suástica", que continua a carregar uma imagem negativa, especialmente na Europa, nos Estados Unidos e em Israel, devido ao seu mau uso durante a Segunda Guerra Mundial. No "triskele" aparece a espiral dupla regressiva/evolutiva de seu equivalente oriental do YIN-YANG , porém contendo uma terceira espiral que supõe a genuína contribuição céltica à diferença entre a espiritualidade do Oriente e a do Ocidente. O
triskele era um símbolo arquetípico de grande poder e foi representado em todo o mundo celta.
Muitos Deuses e guerreiros celtas repetirão três vezes a mesma ação concreta antes de colher as vantagens que esperam dela: terão que confrontar três animais, seres malignos ou até mesmo calamidades naturais diferentes. Em certas ocasiões, terão de concluir três vezes uma aventura antes de dá-la por vencida ou realizar três feitos heroicos em vários lugares, distintos somente na forma, pois em essência trata-se sempre do mesmo, ou repeti-lo durante três dias consecutivos. Assim, para os celtas, entre o Bem e o Mal há a Indecisão, momento supremo em que o homem pode escolher o seu destino, orientando-se de um lado para outro; entre o dia e a noite existe há o crepúsculo; entre o branco e o negro há muitas matizes de cinza; entre o homem e a mulher está o filho, a obra que os une e ao mesmo tempo os separa e transcende e entre a vida e a morte, há o Outro Mundo, o lugar que a alma descansa e faz seu balanço para dar continuidade a sua grande e eterna aventura. Assim, o anão e o gigante seguem diferentes caminhos, mas acabam se dirigindo para um fim idêntico, pois sabem que a Deusa está em toda a parte, no princípio e no final, por mais estranhos que possam parecer os
paradoxos aparentes do mundo.

fonte do texto: acredito que o texto tenha sido pesquisado e desenvolvido pela Rosane Volpatto

fonte das fotos: tuathalunar.blogspot.com;  confrariadebruxos.blogspot.com;

Nenhum comentário:

Postar um comentário