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17 de nov de 2011

Deusa Andraste

ANDRASTE, A INVENSÍVEL (Andrasta, Adraste, Andred)

Andrasta é uma Deusa guerreira da Vitória, dos Céus e das Batalhas, semelhante a Morrigan. Seu nome significa "Invencível" e quando invocada em meio a uma guerra, será uma ajuda que pode significar a vitória.
Os britânicos têm santuários dedicados à Deusa Andraste em um bosque sagrado, como nas florestas da ilha Mona (Anglessey). Ela está associada a lebre.

BOUDICCA (Boadicea-latim), A RAINHA VERMELHA

Boudicca era a rainha da tribo celta Iceni, que habitavam a Grã-Bretanha por ocasião da conquista romana.
Entretanto, Prasutagus, seu marido, é quem conduzia o povo. Ele comprometeu sua posição política, quando realizou inúmeros acordos com os romanos, inclusive entregando parte de seus domínios, com a esperança de proteger seu título e sua família.
Mas, o rei Prasutagus, acabou sendo abatido pelo invasor e a rainha Boudicca, juntamente com suas filhas, foram estupradas e humilhadas pelos romanos. Os legionários saquearam todo o reino e realizaram uma operação de ataque contra a ilha de Mona, hoje conhecida como Anglessey, onde se encontrava um dos mais importantes centros de culto dedicado a Deusa Andraste. Essa iniciativa foi encerrada com a degola de diversos celtas, sendo que, os druidas, cuja a doutrina sempre foi incompreensível para o racionalismo latino, foram os primeiros a morrer, seguindo a escravização dos demais e a aniquilação dos bosques sagrados. Tudo isso, vai além da simples humilhação militar. Para uma cultura que tem a religião em tão alta estima, tais atos são autênticas profanações, um golpe certeiro na coluna vertebral de sua organização social. É possível que os generais romanos não se deram conta do que estava acontecendo, pois para eles, os deuses não passavam de um entretenimento pessoal, quase um luxo reservado aos acomodados patrícios de Roma ou para contentar escravos que não tinham mais consolo.

Com relação aos druidas, consideravam-nos chefes de rebeliões disfarçados de sacerdotes. Acreditavam que, destruindo seu centro de reunião, seria mais fácil pacificar a ilha inteira. Mas os druidas eram os únicos homens preparados para ensinar, perpetuar e aplicar de forma adequada a religião, algo que dava sentido a existência celta. Tentar extirpar o druidismo de sua raiz era condenar todos os celtas a algo pior do que a morte.
A notícia da destruição do centro do culto da Deusa Andraste associado ao ocorrido com a rainha Boudicca e suas filhas, resultou em uma reação bastante selvagem entre os bretões. Uma grande rebelião foi organizada e à frente da mesma foi colocada ao comando da rainha. As mulheres celtas, não eram somente semelhantes aos homens em estatura, mas equivalentes a eles, no que diz respeito à coragem, técnicas de guerra e o desejo de vingança.
Boudicca, então, com um exército de 100.000 homens impôs pesados revezes às legiões romanas. Colchester (Camulodunum), Londres (Londinium) e Verlamium, conheceram os efeitos da reputação guerreira da rainha e o tratamento que ela dava a seus inimigos. Suas ações bélicas foram consideradas como as mais sangrentas realizadas pelos celtas. Várias cidades romanas ficaram arrasadas e centenas de mulheres foram decapitadas em sacrifício à Deusa Andraste, a quem eram dedicadas todas as suas vitórias.
Os bretões devolveram "olho por olho" cada ato de crueldade que sofreram, destruíram todos os fortes romanos que encontravam pela frente e festejavam sobre as suas ruínas.
Contava-se que Boudicca libertava uma lebre como parte de um rito à Andraste, antes de iniciar tuna batalha. Se os romanos matassem o animalzinho, despertariam a fúria da Deusa, que lutaria a seu lado, levando-a à derradeira vitória.
Entretanto, em uma última batalha, um exército romano chefiado por Suetônio Paulino,melhor equipado e organizado, acabou derrotando-a. A vitória romana converteu-se em carnificina.
Há informes contraditórios da morte de Boudicca. Há quem diga que ela morreu na batalha, mas muitas outros estudiosos afirmam que ela envenenou-se evocando, em seu último suspiro, a Deusa Andraste, a "Invencível".
A morte da Rainha vermelha, entretanto, não pacificou os bretões, só serviu mesmo para estabilizar a situação. Os celtas compreenderam que seria quase impossível expulsar os romanos de seu território, mas esses também entenderam que seria totalmente impossível se impor aos celtas. Isso desembocou em uma frágil paz que nenhum dos dois grupos rompeu antes da coroação de Vespasiano como imperador de Roma.
Há um grande mistério em torno do nome de Boudicca, pois em galês ("budd" em galês), ele significa "A Vitória" e é bem provável que esta rainha ocupou uma posição dupla como líder tribal e como uma Druida. Esse nome, portanto, talvez seja um título religioso e não um nome pessoal, significando o ponto de vista de seus seguidores, que a personalizavam como uma Deusa.
Isso ajudaria explicar o fanatismo de uma variedade de tribos em seguir a liderança de uma mulher na batalha.
Boudicca era uma guerreira enfurecida, sendo descrita como uma mulher alta, de compleição física forte. dotada de uma vasta cabeleira vermelha e capaz de mudar seu rosto com gestos e contorções típicos de qualquer combatente celta. Todos os povos bretões levantaram suas armas para segui-la.
A fama da rainha Boudicca, como de muitas outras mulheres celtas, assumiu a dimensão de mito em toda a Grã-Bretanha. Uma estátua dela, representada segundo a concepção da memória popular, é encontrada em Londres, ao lado do rio Thames, próxima das casas do parlamento.
Segundo uma lenda popular, ela estaria enterrada debaixo de uma das plataformas da estação de Reis Cross. Diversas outras fontes, enumeram as plataformas oito, nove ou dez, como suposto lugar onde a rainha repousa.
Sua história tornou-se ainda mais popular durante o reino de outra rainha inglesa que dirigiu um exército de encontro à invasão estrangeira, rainha Elizabeth 1.

ANDRASTE, A DEUSA DA GUERRA

Muito pouco se sabe sobre a Deusa guerreira Andraste da tribo de Iceni, que aceitava sacrifícios de lebres e de seres humanos. Isto porque, Andraste representava um lado sombrio, que em épocas de extremas emergências era solicitado seu auxílio mediante sacrifício com sangue, a magia mais poderosa de todas. Nesse aspecto, essa Deusa seria tida como Deusa Crone, o lado obscuro da Lua, àquela para que todos retornam. E é mesmo verdade, pois a morte é uma consequência da guerra.
Mas, este lado escuro da Deusa já é mais moderado quando ela se apresenta como Deusa Mãe, sendo associada com a fertilidade e o amor, criar e carregar a vida.

• possível também ver outro de seus aspectos, o de seu lado jovem, como sendo uma Deusa da Caça, similar a Atena.
Como uma Deusa lunar tríplice (Donzela-Máe-Crone), certamente, Andraste foi venerada.

ARQUÉTIPO DA MULHER GUERREIRA

Todas as mulheres celtas eram temidas por seus oponentes, pois elas eram treinadas desde a tenra idade ao manejo das armas, mas também amavam seus filhos com muita paixão e para defendê-los, golpeavam e matavam selvagemente seus inimigos. Suas ações eram tão fulminantes, que se dizia que todas elas se convertiam em uma espécie de catapulta. Pode-se mesmo afirmar, que essas mulheres, protegidas da Deusa Andraste, manifesta em seu aspecto mais terrível, as convertiam em inimigas invencíveis.
As batalhas sangrentas, como as realizadas pela rainha vermelha Boudicca, nos dão uma ideia de como é feroz a essência de toda a mulher quando sua prole é ameaçada.
• não é o que ocorre em nossos dias? A agressividade da mulher está manifesta no mundo laborai, em sua eficácia produtiva, se tornando uma lutadora no mundo dos homens. Ainda hoje, luta com máxima ferocidade, contra a honra e respeito perdidos, buscando a igualdade de direitos e deveres.

RETORNO À DEUSA

Nosso retorno à Deusa é importante para toda a mulher que busca a totalidade. Toda a mulher que encontrou o sucesso no mundo atual, teve que sacrificar seus instintos e sua energia feminina, pois vivemos em uma sociedade patriarcal. Sociedade essa, que para disciplinar os instintos e atingir o estado heroico, matou e dividiu em pedaços a Deusa para retirar-lhe toda a potência.
• retorno à Deusa, nada mais é do que uma reconexão com a nossa feminilidade, ou seja, um reencontro com a nossa "mãe", que foi silenciada muito antes de nascermos. Infelizmente, quase todas as mulheres, em virtude da cultura patriarcal, foram criadas sob a orientação e vigilância de autoridades abstratas e coletivas e acabaram por alienar-se da sua base feminina e da mãe pessoal, que frequentemente é por elas considerada fraca e irrelevante. Mas, é para estas mulheres que este retorno é mais necessário, pois sem ele jamais elas serão completas.

SÍMBOLO SAGRADO DAS LEBRES

As lebres eram sagradas para muitas tradições antigas, porque elas estavam associadas com as Deusas da Lua e da Caça.
Existe um tabu britânico muito antigo concernente à caça da lebre, cujo desrespeito era punido por penas severas, penas que eram levantadas só na véspera de 1 de maio, data da caça ritual à lebre.
A rainha Boudicca ensina-nos o valor espiritual da lebre, pois para ela, a lebre era um animal totem. Libertava uma no início de uma batalha, mantinha outra para adivinhações e sacrificava uma terceira para a Deusa Andraste.
A mitologia chinesa, nos contam que, certa vez, quando o Buda estava com fome, uma lebre atirou-se ao fogo para alimentá-lo. Para recompensá-la, Buda, enviou sua alma a Lua. Lá, sob grande acácia (ou figueira), a lebre lunar esmaga em um almofariz mágico os ingredientes que compõe o elixir da imortalidade.
Essa associação da lebre com à Lua ampliou sua significação como símbolo sexual, associando-a à noção de fertilidade, prosperidade e abundância. Assim, no Camboja, o acasalamento e a multiplicação das lebres, faziam cair chuvas fertilizadoras. Carne de lebre também já foi prescrição para cura de infertilidade feminina.
Na teoria de Jung, tanto o coelho e a lebre podem simbolizar o arquétipo da mãe. Os arquétipos e as manifestações do inconsciente coletivo podem ser representados por três lebres que se movem no sentido horário que Jung denominou inconsciente/centro/self.

fonte do texto: pesquisado e desenvolvido por Rosane Volpatto

fonte das fotos: (1) religarecomadeusa.blogger.com.br; (2) perryqpapes.blogspot.com; (3) thelunargazette.blogspot.com; (4) nemesisandrasta.blogspot.com; (5) gatomistico.blogspot.com

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